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Quase 40% das pessoas que usavam PrEP abandonaram a prevenção ao HIV

De 2018 para cá, 39% dos usuários da PrEP no Brasil interromperam essa forma de evitar infecções por HIV. Conforme informações do Folha de S. Paulo, entre os usuários atuais, jovens e pessoas com baixa escolaridade representam número pequeno de pacientes atendidos.

O método foi aprovado para incorporação no SUS em maio de 2017. Segundo os dados do Painel PrEP, vinculado ao Ministério da Saúde, em janeiro de 2018 o método contava com mais de 64 mil pacientes atendidos. Em abril deste ano, o número caiu para 39 mil. Em relação à queda dos usuários nos últimos quatro anos, Maria Amélia Veras, professora do departamento de saúde coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, defende uma investigação aprofundada. “O dado gera um alerta. Vai caber identificar quem são as pessoas que descontinuaram e quais são as razões“, disse à Folha.

Segundo ela, a interrupção pode estar associada a uma mudança no comportamento dos usuários. Um exemplo é o início de uma relação monogâmica em que os parceiros tenham testes negativos para HIV. No entanto, outros motivos podem ser materiais. Um caso é se a pessoa parou de utilizar o serviço por falta de dinheiro para se deslocar até os centros de saúde. Também há problemas relacionados à rotina de cada pessoa, já que é necessário fazer exames periódicos e ir aos locais de dispensação para receber o medicamento.

Em notas enviadas à Folha, o Ministério da Saúde diz que a PrEP deve ser utilizada quando há risco de infecção pelo HIV e que tomou medidas para facilitar o acesso e continuidade. Uma das ações foi a ampliação do tempo de dispensa do medicamento de 1 para 4 meses. O ministério acrescenta que há o uso do teleatendimento para auxiliar no acesso e manutenção da PrEP e que realiza oficinas nos estados para capacitar profissionais de saúde. Também afirma que a busca pela profilaxia subiu. Questionada sobre as razões que levaram à descontinuidade dos usuários da profilaxia entre 2018 e 2022, a pasta diz que a interrupção deve ser discutida pelo paciente com um profissional de saúde.

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